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Círculo de Auset-Ka



O que é o Caminho do Feminino Ancestral?

O Caminho do Feminino Ancestral está relacionado a descoberta de nosso Eu Real. Embora a personalidade seja algo importante para a

vida exterior ela foi artificialmente construída ao longo de toda a nossa vida e não reflete nossa essência divina, que é imortal e atemporal. Separar essência de personalidade é o primeiro passo de um iniciado na senda ocultista. Quando isso é realizado de maneira sistemática começamos a destruir as bases dos condicionamentos sociais que nos impedem de ver a realidade das coisas. Este processo alquímico conduz a morte de nosso Eu ilusório e a quebra de velhos modelos introjetados em nossa psique. A vida ganha um novo sentido pois deixamos de ser guiados pelas cobranças e falsos ideais que criamos para tentar corresponder a expectativa dos outros e da sociedade. Quando o iniciado desce em si mesmo, no seu mundo subterrâneo, no mundo das trevas ou, em linguagem moderna, no inconsciente, ele encara sua própria verdade - nua e crua - como num espelho que a reflete de forma obscura. Ele então tem que enfrentar seus medos e complexos para sair vitorioso em direção a Luz. Este processo de metamorfose alquímica, muitas vezes doloroso, envolverá a dissolução e reformulação de sua personalidade que , em um estágio posterior, deve deixar de ser reativa ao ambiente (social, religioso, cultural etc) para ser submetida a Vontade do Eu Superior.

Como este trabalho será realizado?

Os trabalhos à distância com o Sagrado Feminino na O.L.N, são realizados através de duas vias:

1- Trabalhos de Alquimia Vegetal onde o aluno percorre a Senda Mística da Deusa Yurema e o Reino dos Encantados

2- Trabalhos de Alquimia Telúrica onde o aluno percorre a Senda Mágica da Feitiçaria Asetiana

Os Mistérios do Sagrado Feminino serão explorados em ambos os caminhos.

Trabalhos de Alquimia Vegetal – a Senda Mística da Yurema


Os trabalhos de Alquimia Vegetal envolvem o culto devocional (Bhakti) a Mãe Yurema e aos Seres do Encanto, a manipulação e uso mágico das plantas e o resgate de antigos saberes, como os "mistérios do caldeirão", recipiente da vida e da morte, da renovação e do renascimento, da magia e da adivinhação.

A Grande Deusa que está presente em tudo chegou até o ocidente até mesmo na figura da divina Nossa Senhora cristã ainda que nós brasileiros a tenhamos bem representada na tradição indígena como Mãe Yara ou até a Sagrada Yurema. E falando ainda mais desse mesmo simbolismo que citamos inicialmente como deusa Ashera, mas também conhecida como Astarte dos Fenícios, Asterote e Isthar dos Assírios Babilônicos. Aliás o nome Astarte é uma variação de Ishtar, deusa também chamada Ishtar-Astarte. Seu culto era de uma deusa oriental do amor e da fertilidade que também se repetiu no Egito onde passou a assumir cada vez mais o papel de deusa da guerra, tendo a lança e o arco como atributos. Entre os gregos, Astarte foi identificada como Afrodite, a deusa celeste do amor. De modo análogo a outras deusa da fertilidade, tinha a pomba como animal sagrado. Mais tarde a pomba passou a ser identificada como símbolo do Espírito Santo entre os cristãos, lembrando que o Espírito Santo é de natureza feminina. Na imagens e esculturas Astarte era muitas vezes mostrada nua, usando uma cabeça de touro, como símbolo de sua soberania.

No modo de trabalho à distância do Sagrado Feminino adotado pela Ordem do Lotus Negro (O.L.N) só utilizamos o Vinho da Jurema nos trabalhos presenciais e como iniciação mistérica (myesis) dentro do santuário da ordem. Isso significa que o uso da Jurema como Bebida Sagrada só pode ser ministrado aos iniciados da ordem, na forma de sacramento. Entretanto, a sabedoria dessa Planta Mestra professora pode ser transmitida à distância na forma de um culto místico acessível à todos que dele querem fazer parte. Aqui falamos da Yurema Astral que transcende formas e mestres físicos. O acesso a Yurema (ou Jurema) na forma de uma Deusa Primordial ou poder da Natureza é possível mesmo que o indivíduo não tenha sido iniciado formalmente em rituais no plano físico. Ele pode ser transmitido à todos que desejarem através do conexão do iniciado com a corrente oculta da O.L.N. A Ordem do Lótus Negro (O.L.N) é mago-teúrgica e desde a sua fundação vem estabelecendo contatos físicos e astrais com a Espiritualidade Indígena e o Culto a Jurema do Rio Grande do Norte. O Culto da Jurema Nordestina é muito antigo e vem sendo desenvolvido nas terras brasileiras por gerações de pajés (xamãs), místicos, curandeiros e feiticeiros deste épocas pré-históricas no Brasil.

Estes contatos repetidos e iniciatórios com mestres físicos e astrais da Jurema Sagrada acabou por gerar um forte campo egregórico dentro da ordem que, devido a nossa herança mágica, identificou a Entidade da Yurema como uma forma de Shakti ou Poder Divino Feminino, que tanto desperta a consciência, como manifesta a consciência. Yurema assim como Shakti dos Hindus é para nós uma Deusa Mãe, capaz de assumir inúmeras formas divinas, cada qual especializada em um tipo de trabalho ou expressando uma energia diferente.

É por meio da Sagrada Yurema, personificada como Deusa Primordial ou Shakti, que adquirimos a ciência (a gnose). Ela é o portal de acesso aos reinos e os seres do encanto. A Yurema é vista como uma Rainha dos Encantados com o poder de conduzir nossa alma para outras dimensões de vida e consciência. A Física Moderna (Teoria das Supercordas) oficialmente reconhece apenas 4 dimensões sendo que em nosso mundo material é tridimensional pois existe apenas três dimensões: comprimento (ou profundidade), largura e altura. A quarta dimensão deveria ser identificada com o tempo (ou dimensão temporal). Entretanto existe teorias que sugerem até dez dimensões que interagiriam entre si como as cordas de um violino.

A Deusa Negra

Nos Mistérios do Sagrado Feminino da Ordem do Lótus Negro, a Acácia Negra (Jurema Sagrada) incorpora os poderes e as virtudes da Deusa Primordial, e se reveste como glifo vegetal da Árvore Cósmica, símbolo do universo visível e invisível, presente no Xamanismo Arcaico. Ela é o Cálice Sagrado, o Santo Graal que recebe o vinho do Sol do Espírito (Deus) como sangue da eterna renovação em seu Útero divino da criação, princípio gerador e multiplicador que guia nossos processos de metamorfose iniciática. Sendo à planta considerada o simétrico do corpo sutil do ser humano, desde a semente à flor e ao fruto, ela ilustra o nosso próprio processo de transformação espiritual de nossa alma.

Nestes mistérios a Mãe Yurema, assume o aspecto de duplo poder, apenas presente em deusa antigas. Ela tem o poder de curar, mas também de destruir ou matar. Ela combina céus e terra, matéria e espírito, luz e sombras, força telúrica e orientação celestial. Yurema nos convida a enfrentar os aspectos sombrios de nossa existência, impulsionando nossa alma rumo a uma jornada de autoconhecimento. Esta jornada só pode ser empreendida ao enfrentarmos a nossa sombra e suas projeções em nossa vida diária, em nosso núcleo familiar, em nossos amigos, trabalho etc. Nesse processo de autoconhecimento a Deusa Yurema nos convida a mergulhar fundo em nós mesmos para enfrendar as forças poderosas do mundo subterrâneo, nosso lado sombrio, onde somos submetidos à um processo de destruição e transformação, muitas vezes dolorosos.

Os Trabalhos de Alquimia Telúrica – a Senda Feiticeira Asetiana.


"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"

A psique da mulher depende em maior grau da produtividade do inconsciente. Os poderes da noite, estão relacionados à morte e ao inconsciente, conduzem a cura e o renascimento, renovam também o ciclo da vida. Ao penetrarmos na escuridão, nos permitimos atingir uma nova dimensão de espiritual, acessamos a sabedoria dos antigos. Encarar nosso lado inconsciente é retornar ao submundo dos antigos onde nossas forças ancestrais e atávicas estão adormecidas, é retornar ao útero primal, seja como terra, sepultura, caverna, caldeirão, profundezas das águas, inferno, mundo inferior ou submundo.

Com efeito, o inconsciente é a mãe de todas as coisas, e tudo que surgiu e permanece na luz da consciência está numa relação filial com a escuridão, como é a própria consciência filha das profundezas originais.

A feitiçaria, ao contrário da crença moderna da Nova Era, não é um "caminho seguro". É, em sua essência, um caminho difícil e que exige muito de seus adeptos. É uma ilusão, acreditar que na magia podemos ficar totalmente seguros. Se alguém pratica seriamente e realmente permite que os espíritos antigos o ensine; este estará protegido e pode ver sua vida mudar para melhor. Mas mesmo assim, o risco é algo inevitável. A magia meche com todos os níveis de nosso Ser, tudo vai ser exposto e revirado até que só reste a verdade nua e crua. Uma casa não pode ser edificada sobre um terreno pantanoso.

A morte é um tema muito importante na feitiçaria. O medo da morte e daqueles que habitam o submundo, que sentimos instintivamente, nos impede de acessar seus domínios e sermos iniciados através deles. Portanto, o medo da morte e das trevas precisa ser superado e a atitude da pessoa contra a morte deve ser transformada.

Em vez de ver a morte como o inimigo - o ponto de vista comum de nossa sociedade materialista – ela pode se tornar o amigo e aliado da Feiticeira (o) a morte, uma vez enfrentada e superada. O medo da morte e da escuridão é um reflexo do medo de nosso inconsciente profundo, das trevas de nosso Ser. Mas quando o desconhecido torna-se conhecido não existe mais medo e toda a energia reprimida que é liberada a partir dessa descoberta, é liberada permitindo a feiticeira (o) acessar níveis de consciência e planos dimensionais com maior liberdade. No Egito antigo Tumba e Útero eram termos intercambiáveis, assim toda a vida nascida de um Útero caminha inevitavelmente para a morte, mas a morte permite o nascer em uma nova vida.

Portanto, muitas culturas e tradições antigas tinham ritos de iniciação que colocavam os iniciados através de uma experiência de morte. Trabalhar com a face escura da grande mãe e com suas energias é libertar-se do medo da morte, que é uma obrigação para todo verdadeiro iniciado.

A transformação através do sacrifício e pela destruição, sofrimento e morte, conduz, o que é mortal a se transformar em imortal, renovado e renascido.

Por isso, em nossos trabalhos de feitiçaria, iremos constantemente lidar com as forças do submundo, que são profundamente iniciáticas. Esse é o caminho da putrefação, que na alquimia é conhecido como (nigredo), no qual a Sacerdotisa se reveste da própria escuridão na qual surge a Deusa Negra. Nestes mistérios a deusa egípcia Ísis (Aset ou Ueset) é vista como a Grande Mãe, Deusa do Céu, da Terra e do Submundo, Senhora do Universo e Rainha da Noite. Ísis é a Senhora dos mistérios, da vida e da morte. Essa grandiosa Deusa pode ser invocada para tudo, pois abrange todas as questões humanas e Divinas. Isto faz com que seja conhecida como a Deusa de Dez Mil Nomes, de tantos títulos que a ela são atribuídos. Por sua vez quando assume a forma de Ísis Negra Ela é o Caos. Até pouco tempo a ciência considerava o comportamento caótico uma anomalia negativa da ordem divina, onde a desordem deveria ser rejeitada e eliminada, isso dentro de uma existência estabelecida pela ordem.

O caos é a fonte de nossa existência é o princípio de tudo; a ordem pura é um conceito artificial e mortal e um excesso de ordem gera o caos, ambas estão interligadas, pois o excesso de uma gera a outra. A partir disso todos aqueles que buscam tanto o caos quanto a ordem, para que haja alguma funcionalidade, tem que ter em contanto com os ambos.

O grande potencial da Ísis Negra está na capacidade de retornar ao mais puro sentido do caos para corrigir os resultados do excesso de ordem. A Ísis Negra é antiga e primitiva, preocupada com as necessidades e a sobrevivência primária, enquanto Ísis Clara se preocupa com o engrandecimento e ressurreição. Uma precisa da outra, se alimenta da outra, mas Ísis Negra é a mais antiga. Ela torna possível para Ísis Clara nascer dos ossos de Sua Mãe Negra.


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