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15 axiomas da Alta Magia do Lotus Negro

Atualizado: Mai 3



1- O Universo é uma Imagem Mental projetada por um Deus Absoluto chamado pelos hindus de Brahman, o Supremo. Brahman é a fonte de toda a criação (da multiplicidade), além da dualidade luz e trevas, masculino-feminino. Assim o Supremo não é homem nem mulher, mas pura consciência, além de toda a forma. Por isso tanto faz chama-lo de Pai Celestial ou Mãe Divina. Ele/Ela é a divindade Pai/Mãe de todos. Assim o Universo é a manifestação de uma Forma Pensamento criada por Brahman e Nele todos nós literalmente movemo-nos, vivemos de fato e, verdadeiramente, temos o nosso Ser.


2- Brahman projeta de Si mesmo seu Espírito denominado de Ishwara, o Grande Arquiteto do Universo que é a causa deste Universo Material. Ishwara é a Causa Una e Trina de Deus (a Divindade Tri-Una), o Ser Supremo donde emanaram todas as individualidades; centro de existência imutável, que vive no seio da Existência Única, Espírito Cósmico, Atmâ etc.); como Tetragramaton (Yod, Hé, Vau, Hé) na Cabala. Sendo considerado em seu papel ativo, é chamado o Logos Demiurgo (o criador do mundo, entre os gnósticos), ou ainda, Logos Spermatikos, o princípio gerador do universo, entre os filósofos gregos estoicos. Pouco importa o nome que lhe derem, é sempre o Deus Pessoal proveniente da Divindade abstrata sem atributos ou Deus Transcendental.


3- Ishwara o Grande Artífice ou Construtor do Universo desdobra uma vestimenta luminosa para o Espírito se manifestar em planos variados. Chamamos esse envoltório diáfano de Alaya, a alma ou matriz do Universo. Todas as coisas estão conectadas em Alaya através da multiplicidade e da interdependência entre os seres. No microcosmo o envoltório diáfano de Alaya envolve o ser espiritual e conecta sua atividade psíquica ao psiquismo do próprio universo. Ambos estão ligados, de maneiras admiráveis. Ambos são expressões do Eterno, que em tudo habita. Assim espíritos e energias do Universo utilizam Alaya como um veículo para manifestarem mundo exterior e suas forças dinâmicas não existem independentes ou separados da Mente Universal. O mundo exterior e o mundo interior são dois lados de um mesmo todo, no qual os fios de todas as forças e de todos os eventos, de todas as formas de consciência e de seus objetos, estão entrelaçados numa rede inseparável (Wird) sem fim de relações mutuamente condicionadas.

4- A vida em que vivemos é, de certa forma, um sonho, um “sonho de Ishwara" (ou do Logos) você como eu fazemos parte deste sonho e quando deixarmos de sonhar seremos também sonhadores e co-criadores do Universo. Para que isso aconteça o homem precisa DESPERTAR do sonho hipnótico de Ishwara e transformar-se em um Demiurgo de seu próprio Universo Pessoal. Assim para o Homem libertar-se das leis que condicionam esse Universo Material – esse sonho coletivo – e obter um certo grau de DOMÍNIO sobre a sua vida e destino ele precisa desenvolver um certo tipo de CONHECIMENTO (Gnose) que só os grandes Iniciados possuem. Acreditamos que quando de fato o Homem adquire o domínio sobre a sua Vida ele deixa para trás o ciclo das encarnações sucessivas (Roda do Sansara) e transforma-se em um representante da Hierarquia Oculta da Terra, um Nirmanakaya.


5- Em nosso Universo local Ishwara se manifesta como o Espírito do Sol que é chamado de Logos Solar ou Abraxas, o centro energético e gravitacional do nosso sistema. Consequentemente o Abraxas, ou o Logos Solar, é a Entidade Suprema da nossa hierarquia cósmica e simboliza o supremo poder, que rege o sistema solar e concentra a potência dos planetas. O espírito do interior do Sol, foi incorporado pelo antigo culto egípcio de "Amon-Rá" ou Amen Ra que um dos nomes adotados pelo nosso Logos Solar. No final das orações cristãs, existe a palavra "Amen" que é nada mais, nada menos que uma referência secreta ao deus Sol do antigo Egito. Um iniciado da Ordem do Lotus Negro busca a “Abertura do Portal de Abraxas” o que facilita o acesso a iluminação e conhecimentos provenientes do ingresso de forças e entidades extraterrestres em nosso sistema de mundo.


6- Além do planeta Terra existem muitas moradas. Elas são conhecidas como planos, esferas, níveis e subplanos e embora acreditemos que ficam um sobre o outro, na realidade estão em torno de nós. Podemos dividir o universo em quatro planos dimensionais: plano físico, plano astral, plano mental e plano divino. Cada plano dimensional é, na realidade, um campo de energia diferenciado de consciência, um tipo de vibração, o que ocasiona um tipo específico de matéria, da mais sutil a mais densa. Além dos planos também existe sete subplanos, conhecidos pelos ocultistas como as sete esferas de vida e consciência, que foram simbolizadas pelos sete planetas visíveis de nosso sistema solar. Uma esfera planetária de alta vibração recebe energias mais sutis e as transmite também; já uma esfera de vibração mais baixa recebe e transmite maior impacto das energias inferiores. As matérias resultantes dessas energias são análogas à vibração atuante.


7- Na Magia Cerimonial os chamados anjos são vistos como emanações divinas, que atuam numa hierarquia que se dividem em ordens ou falanges de acordo com cada esfera planetária. Assim em vista da atribuição de cada anjo hebraico a um astro do sistema solar, torna-se possível considerar seu papel energético, como sendo cosmicamente análogo ao dos planetas. No diagrama medieval dos Sete Céus os anjos e espíritos relacionados às esferas planetárias formam uma sequência de manifestação de energias que vão adicionar sua força e características até sua manifestação no plano terreno. Na filosofia gnóstica e cabalística esses Sete Céus representam degraus de ascensão da alma representados pelos sete planetas do mundo celestial, que são: Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e a Lua, e também aos sete anjos que assistem na presença de Deus: Cassiel, Tzaquiel, Samael, Mikhael, Haniel, Rafael e Gabriel. Cada céu é representado em uma mandala de sete círculos concêntricos, onde cada círculo representa um corte transversal de uma esfera planetária. Assim os círculos representam esferas e camadas de materialização ou densificação da luz original. No centro da mandala estão os Reinos Elementais, o Reino Material em que vivemos.


8- Levando em conta esse diagrama os antigos catalogaram unicamente sete energias planetárias, personificadas pelos sete Arcanjos sendo cada Arcanjo o anjo principal ou anjo da mais alta ordem (a oitava) na hierarquia celeste. Na magia prática os sete Arcanjos formam a totalidade da Mente Universal constituindo um circuito, sobre o qual passam 7 modalidades de uma forma de energia cósmica que convencionamos denominar de planetária, para caracterizá-la. Quando considerada a demonologia, estas sete personificações tiveram sua réplica em sete Demônios. Tal maneira de entender o cosmo pode ser interpretado vendo os Demônios como o lado trevoso das Esferas Planetárias, seu lado NOX o oposto ao lado LVX ou iluminado, regido pelos sete Arcanjos. Em outro sentido poderia corresponder à oposição (apenas moral e em absoluto físicas) dos efeitos benéficos dos astros ou seja: sua contraparte maléfica ou negativa.


9- Anjos e Demônios refletem a dualidade metafísica entre Bem e Mal, Céu e Inferno, Deus e Diabo, Luz e Trevas que é primordial nas doutrinas e crenças de vários povos. Uma vez que é através desta dualidade que se permite desenvolver outros princípios básicos como a busca de um ponto de equilíbrio existencial ao indivíduo. Além disso os frequentes combates entre estas forças; ou seja, uma conjunção entre poderes distintos, de criação e destruição é que foram capazes de dar origem ao universo. Portanto é na dualidade metafísica que encontramos o ponto de equilíbrio e de transcendência dos pares de opostos que regem o universo. O bem e o mal são termos relevantes, por preferimos pensar em termos individuais de "positivo" e "negativo" ( o que pode ser bom para mim pode ser ruim para você, e vice-versa). Nenhuma experiência é exclusivamente "boa" ou "ruim". A dor é tão válida como o prazer que experimentamos. Segundo a doutrina dos gnósticos esses dois princípios Luz e Sombra; o Bem e o Mal são virtualmente Um e existem por toda a eternidade e continuarão sempre existindo enquanto houver mundos manifestados. Por vezes essa dualidade gera, por si mesma, uma força neutralizante. Este preceito pode ser observado, por exemplo, em Baal, a divindade fenícia da fertilidade e também do furacão (como uma metáfora de vida e destruição).


10 – Espírito Angélicos são solares e ressoam com aspectos mais evoluídos do Self enquanto Demônios são espíritos caídos que surgem da escuridão da Terra, do Hades, do Inferno ou da Mente Subconsciente. Enquanto o Anjo é uma entidade que orienta e instrui nos colocando em sintonia com nosso Eu Superior um Demônio é uma entidade que nos testa e desafia para superar nossas limitações, sendo tão significativo e benéfico como os Espíritos Angélicos. Desta forma ambas as qualidades são necessárias para o crescimento espiritual e um praticante de Alta Magia não só deve crescer com os sábios ensinamentos adquiridos através de contatos com os Planos Interiores, mas ele deve também atender a todos os desafios do dia-a-dia, superá-los e finalmente atingir a maestria.


11- Assim um iniciado não deve associar a busca espiritual somente às esferas superiores, a um esforço em direção a luz. Este pensamento apenas reflete a influência de religiões exclusivamente monoteístas como o Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. Nestas religiões o mundo divino existe em algum lugar em um céu distante, nas regiões ou esferas mais elevadas dos planos espirituais onde Deus é um masculino deus do Céu de Luz. Entretanto nas antigas tradições pagãs o divino também pode ser encontrado na terra e dentro dela, no submundo. Ali não existe apenas um deus macho, mas também poderosas deusas. Um verdadeiro Adepto procura não apenas a luz mas também penetra na escuridão em sua busca espiritual. O céu noturno com todas suas estrelas foi tão importante quanto o céu diurno. O submundo é tão importante de ser visitado quanto às esferas celestes.


12- Entre um extremo de luz e de trevas representados por anjos e demônios existe uma multidão seres intermediários que povoam os planos astrais. Estes seres recebem nomes diferentes conforme cada tradição, nós os chamamos de gênios ou daemones. Daí os 36 decanos egípcios e gregos, também os 72 gênios hebraicos e os sete espíritos olímpicos dos grimórios em geral tomados como gênios (inteligências) e que personificam forças que agem indiretamente sobre a matéria. A palavra daemon (singular) vem do grego daímôn (δαίμων) e pode significar “espirito” ou “divindade”, ou seja, é referente tanto a anjos quanto a demônios. Na antiguidade, a palavra daemon, que com o tempo deu origem a palavra demônio, não tinha uma conotação negativa e não representava o mal. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos, em geral, dentre os quais se destacavam os Espíritos Superiores conhecidas no Ocidente como Anjos ou Deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que comunicavam diretamente com os homens. Então, de uma forma geral, é possível dizer que os daemones (plural) representam uma força primordial que rege todos os elementos naturais presentes na criação e também a vontade divina que dá origem a eles. Por isso não se dividem em bem ou mal visto que um mesmo daemon pode ser bom e mau, de acordo com as situações e relacionamentos que ele desenvolve, ficando sujeito à sua influência.


13. A palavra “entidade” é muito utilizada no ocultismo. Ela resume a essência de um ser ou princípio que garante a sua coesão e seu sentimento de existir. Existem entidades de diversos tipos e graus de inteligência. Na natureza, sob forma invisível, vivem sem dúvida entidades sem corpo, fadas, demônios etc. Fala-se também de entidades coletivas e nos planos superiores existem grandes entidades cósmicas etc. Para os magistas, o vocábulo “espírito” é sinônimo de entidade ou inteligência espiritual – um substituindo o outro. Assim espíritos são “entidades”, seres suprafísicos que vivem em faixas vibracionais ou planos de existência próprios, de acordo com seus graus e hierarquias. Essas entidades são extremamente sutis, e suas manifestações não se dão na grande maioria das vezes no plano físico, mas em níveis astrais de consciência por meio de transes, sonhos, projeções, etc. Variadas tradições esotéricas estão em acordo de que entidades espirituais podem auxiliar a humanidade sob certas condições e toda ideia da Magia Ritual e Cerimonial consiste em colocar o magista em contacto com uma entidade nos Mundos Internos, que ajudará a operação que se efetua mediante a concentração de alguma força cósmica de uma classe particular.


14- O iniciado pode entrar em comunicação com muitos servidores (ou espíritos), para ajudá-lo em sua Magia e progresso espiritual. Estes servidores pertencem a hierarquia de seres menores da natureza (inferiores ao homem) com quem trabalhamos e devem ser tratados com respeito. Isto significa que não devemos forçá-los a trabalhar conosco contra a sua vontade. Como o inferior é subordinado ao superior o iniciado deve primeiro entrar em sintonia com os Seres das Hierarquias Espirituais Superiores (Anjos, Devas...e mais), para depois exercer domínio e dirigir as Hierarquias Inferiores em proveito de seus objetivos. Assim o verdadeiro Adepto é aquele que detém o saber oculto e com ele aprende a relacionar-se com seus Irmãos Menores (Hierarquias Inferiores) também conhecidos como Espíritos da Natureza, Elementais, Ninfas, Dríades, Duendes, Elfos, Gnomos, Duendes, Ondinas, Silfos etc; com seus irmãos maiores das Hierarquias Superiores, também conhecidos como Mestres, Gurus, Adeptos, Anjos, Arcanjos, Devas.

15 - Quando você dá os primeiros passos na prática da Magia, ativa sua participação consciente nas dimensões astrais. A presença de sua atenção consciente ali atrai a atenção das entidades “astrais”: fantasmas, mente-grupo, sonhos e pesadelos, corpos astrais de pessoas encarnadas, símbolos, emoções negativas não-resolvidas, atavismos primitivos, anjos, demônios e assim por diante. Muitos dessas entidades requerem sua análise e questionamento, pois falam algo de você que, na maioria das vezes, você mesmo desconhece. Entretanto o trabalho do adepto ou mago pertence a regiões superiores – principalmente aos níveis angelicais do Plano Briático ou Plano Mental onde pode dirigir suas energias para influenciar os mundos astral e físico. Quando ampliamos nossa consciência, nossa vibração, até o Plano Briático conseguimos entrar em sintonia com nosso Eu Superior, que reflete no Astral com muito mais luz e intensidade do que quando estamos limitados à consciência do Ego no Corpo Físico. Os Seres de Luz – principalmente o SAG - trabalharão através de seu Eu Superior, esse aspecto seu que está conectado à sua alma e contém a Centelha Divina.

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