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Ritual Egípcio Rosacruz



Ritual Egípcio Rosacruz O Ritual Egípcio Rosacruz é um dos rituais internos da Ordem do Lotus Negro. Este ritual tem sua origem nos métodos cerimoniais da extinta Ordem Hermética da Aurora Dourada que incorporou a alquimia em seus ensinamentos ocultistas. A ordem foi fundada em 1887, mas ainda era intensamente ativa nas primeiras duas décadas do século XX e sua influência pode ser percebida em muitas ordens esotéricas atuais. Ela exigia, para aqueles que desejassem prosseguir em seus graus, que estivessem familiarizados com o simbolismo alquímico e, talvez, que tivessem alguma experiência prática da Alquimia Mística cuja fórmula e operação são de natureza espiritual e psicológica. De fato muitos negaram a validade da Alquimia Física ou Artesanal, dizendo que ela é, puramente, o símbolo de uma operação interior que é de natureza espiritual e psicológica. A Alquimia Artesanal é a arte de transformar metais de base em ouro. Entretanto para o para o Alquimista Místico o ouro é o material simbólico de uma realidade espiritual simbolizada pelo Sol de Luz. O ouro é o metal perfeito entre todos os metais – a forma mais exaltada do reino mineral. É, de fato, o alfa e o ômega do reino mineral. A grande Obra Alquímica é a verdadeira transmutação dos metais onde o alquimista procura remover de todos os metais básicos suas desordenadas imperfeições ou características básicas para trazê-los ao seu estado de essência natural e transmuta-los no perfeito Ouro do Sol. Para os antigos egípcios o Sol era o centro do cosmos e fonte de luz e calor, era também a manifestação natural da própria Fonte Divina do Ser. Ou seja Sol era reconhecido não só pelo seu poder físico, como também como símbolo do Verdadeiro Sol que é a Luz do Mundo, o Sol do Ser que, no Ritual Egípcio Rosacruz, é representado por Osíris. A ideia da transformação de metais em ouro, acredita-se estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de consciência. O metal seria a mente "ignorante" que é transformada em "Ouro", ou seja, sabedoria. (Alta) Magia Cerimonial

O Ritual Egípcio Rosacruz é um trabalho alquímico ritualista ou seja: baseado nos métodos do cerimonial mágico. Nele apreciamos a Magia Cerimonial em seu mais amplo sentido.

“Incluídos nessa expressão (Magia Cerimonial) estão pelo menos três tipos distintos de trabalho cerimonial, todos, porém, sujeitos a um único conjunto geral de regras ou governados por uma única fórmula principal. A palavra "cerimonial" inclui rituais para iniciação, para invocação dos chamados deuses e para a evocação de espíritos elementares e planetários. Há também a enorme esfera de talismãs, e sua consagração e carga. Cerimonial é provavelmente o mais ideal de todos os métodos para desenvolvimento espiritual, pois envolve a análise e subseqüente estimulação de toda faculdade e poder individuais. Seus resultados são gênio e iluminação espiritual.”

Israel Regardie

O ritual divide-se em três etapas. Na primeira delas ocorre a purificação do mago através dos Quatro Elementos. Em cada estação ou quadrante uma divindade tutelar apropriada é invocada por meio da formulação da forma astral e dos símbolos alquímicos adequados. Em seguida as quatro forças elementais são então evocadas e recebem ordens para fluir através do mago, visando purificar sua personalidade quádrupla, cada uma delas associada a um elemento. A Astrologia (estudo da influência dos Astros na Terra) explica que tal como a Terra, o Ser Humano também é constituído por quatro Elementos: Terra, Água, Ar e Fogo. A Terra e a Água são elementos Yin (femininos), o Ar e o Fogo são elementos Yang (masculinos). Sabemos que os Quatro Elementos estão também no corpo humano e que pela purificação de um objeto dos quatro Elementos nós nos defrontamos com um quinto elemento que chamamos de Akasha, a Quintessência e a Matéria-prima de nossa obra. No homem, este quinto elemento é chamado de Espírito.

Como em todo ritual teúrgico, logo no início da cerimônia todas as forças e todos os seres são cuidadosamente banidos a fim de deixar um espaço limpo e sagrado para a celebração da cerimônia. Mas para esta esfera consagrada são chamadas todas as ordens de elementos, compreendidas na divisão quíntupla das coisas. E é esta poderosa legião, purificando a esfera do mago por consumir os elementos indesejáveis dentro dele, que é consagrada e abençoada pela Eucaristia e pela descida da Luz refulgente.

No final da purificação ritual o mago assume a injunção de Eliphas Levi:

"Sê alerta e ativo como os Silfos, mas evita frivolidade e capricho. Sê enérgico e forte como as Salamandras, mas evita irritabilidade e ferocidade. Sê flexível e atento às imagens como as Ondinas, mas evita ociosidade e inconstância. Sê laborioso e paciente como os Gnomos, mas evita grosseria e avareza. Deste modo desenvolverás gradualmente os poderes da tua Alma e te capacitarás a comandar os Espíritos e os elementos.” O Sol do Espírito - Osíris (Ausar)


O ritual passa então para a segunda etapa onde o magista assume a forma astral do deus egípcio Osíris, utilizando o conhecido método de “assunção da forma deus”. Osíris, em simbolismo mágico, é a própria consciência humana, depois de finalmente purificada, exaltada e integrada – o ego humano como se acha em posição equilibrada entre o céu e a terra, reconciliando e unindo ambos. Os antigos egípcios acreditavam que pela repetida mistura com a essência de um deus, a alma do mago é exaltada e sua personalidade elevada e purificada.

Osíris, o deus Sol, ligado à vegetação e a vida no Além, é sem dúvida o deus mais conhecido da mitologia egípcia. Osíris significa muitos-olhos, um significado apropriado para representar os raios do Sol, que veem tudo, tanto a terra quanto o mar. Ele é a deidade apropriada para estabelecer o contado com o mundo divino dentro de nós, simbolizado pela letra hebraica Yod que, neste ritual, corresponde a Osíris, a centelha divina que existe dentro de nós.

Este ritual é um verdadeiro psicodrama onde o operador (o magista) busca identificar-se com o deus Osíris (Ausar em egípcio) que desce ao mundo subterrâneo ou Amenti (Região dos Mortos) e vence a prova dos quatro elementos. O neófito, no Egito, em uma de suas provas, quando ia ao país de Amenti, tinha que vencer inúmeros obstáculos, inclusive os dos “4 elementos”, se saísse vitorioso passava a um grau superior. Iniciar a jornada rumo ao nosso sagrado ser requer o domínio completo dos quatro elementos que compõem a nossa natureza e todo o neófito ou chela que anelasse muito compreender, aprender e estudar sobre os mistérios que transcendem a matéria e o mundo das imperfeições humanas deveriam inevitavelmente passar pelas quatro provas básicas iniciais; se saísse vitorioso poderia então prosseguir seus estudos e cada vez mais se aprofundar nos mistérios insondáveis de Deus; se fosse derrotado não poderia seguir por este caminho, pois a alma ainda era imatura para ancorar em si as terríveis e divinas provas que se seguiriam mais adiante.

É importante ter em vista que Osíris é o marido de Ísis e pai de Hórus, ele é quem julga os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia. Ao identificar-se com Osíris o magista volta-se para dentro de Si mesmo como se olhasse sua alma refletida no espelho. Ele entra em contato com seu Ser profundo e renova suas forças espirituais. Em um estágio posterior (fusão com a divindade) ele ganha autoridade sobre as forças dos Elementos.

A matéria prima do mago egípcio é a palavra falada (mantra) que, acrescentando-se ao gesto (mudra), produz o ato mágico. Pelas fórmulas tornadas vivas, o mago encanta o céu, a terra, as potências noturnas, as montanhas, as águas, compreende a linguagem dos pássaros e dos répteis. O alvo é considerável: a recitação correta das fórmulas mágicas torna-o capaz de aceder ao cortejo de Osíris e de fazer parte da confraria dos reis do Alto e do Baixo Egito, a sociedade iniciática mas fechada que é possível conceber.

Em um ritual de iniciação da Aurora Dourada, um oficiente, ao mesmo tempo que assume a máscara astral do deus, define a natureza dele afirmando:

"Eu sou Osíris, a alma de aspecto gêmeo, unida ao mais alto por purificação, aperfeiçoada por sofrimento, glorificada através de provação. Vim de onde estão os grandes Deuses, através do Poder do sagrado Nome." As próprias divindades vêem-se obrigadas a obedecer às palavras de poder do mago: " O vós, todos os deuses e todas as deusas, voltai para mim o vosso rosto! Sou o vosso mestre, filho de vosso mestre! Vinde a mim e acompanhai-me... sou o vosso pai! Sou um companheiro de Osíris, percorri o céu em todos os sentidos, explorei a terra, atravessei o mundo intermediário seguindo os passos dos Iluminados veneráveis, porque detenho inúmeras fórmulas mágicas." O mago proclama-se eficaz pela sua boca, glorioso pela sua forma. Tendo cavado o horizonte e percorrido o Cosmo em todas as direções, recolheu o ensinamento dos bem-aventurados.

A Fórmula Y H V H O Ritual Egípcio Rosacruz é o primeiro de uma série de ritos de imersão na egrégora egípcia através da Fórmula Yod He Vav He que são as quarto letras hebraicas "YHVH" que constituem o Tetragramaton ou o Inefável Nome de Deus a que chamamos Jeová. O Tetragrammaton contém uma fórmula complexa relacionada à união cósmica e à manifestação dos elementos. Só depois de a criação se manifestar completamente que o termo IHVH é empregado para designar "Deus" na Bíblia.

Assim temos que o Tetragramaton YHVH sintetiza os quatro elementos metafísicos: Yod=Fogo, He=Água, Vau=Ar e o He final =Terra nessa ordem. Os mistérios egípcios davam àquele que chegava a dominar os elementos e, portanto, o corpo de Terra, Água, Ar e Fogo, a possibilidade de se tornar um Veículo de Luz, e como dizem os textos egípcios, "de Vagar na barca de Rá rodeado pelos Seres Luminosos". Na terminologia alquímica a Cruz, com hastes de mesmo comprimento, representa os quatro elementos acrescida de um quinto (o Espírito ou Akasha) em seu centro. Na versão egípcia do Tetragramaton temos: Yod – Osíris (Fogo): Está ligado ao Espírito Masculino; princípio criador ativo; o Fogo Espiritual. Corresponde ao Lingan de Shiva , ao bastão ou cetro do Tarô, e a Coluna Jakhin do Templo de Salomão. Em alquimia é o enxofre. Na Kabalah é Chokmah. HE – Isís (Água): A substância passiva; princípio produtor feminino; a Alma Universal; corresponde a Yoni de Shakti, a Taça do Tarô e pela coluna Boaz do Templo de Salomão. Em alquimia é o Mercúrio. Na Kabalah é Binah. Vau - Hórus (Ar): A união fecunda dos dois princípios; a copulação divina; o eterno devir; representado pelo caduceu e pela Espada do Tarô. Na Kabalah é Tipharet. Hórus o deus com cabeça de falcão, sempre relacionado com a mente, às vezes é chamado de Senhor da Era de Aquário. É um Ser alado e completo, contendo dentro de si o seu pai Osiris (Sol) e sua Mãe Ísis (Lua). Hórus simboliza o Voo do Pensamento Divino, e também o SAG, “Sagrado Anjo Guardião” ou “Eu superior”. HE – Seth (Terra): O polo fixo, material, o mundo sensível e a criação concreta, os Ouros do Tarô. Seth equivale ao Satã medieval ligado ao enxofre e ao chumbo. No mito egípcio Osíris, um deus associado a vegetação e a umidade (aspectos essenciais a vida), é assassinato por seu irmão Seth (Thífon em grego) que era associado ao calor e a aridez do deserto. Assim Set representa o papel universal da oposição. Em alquimia é o Sal. Na Kabalah é Malkuth. Yod He Vau He resumido na fórmula YHVH: as potências masculina e feminina unidas num único nome - Yehovah - e que é impronunciável porque não pode ser falada. Esta é a palavra silente, e seus efeitos são manifestados através de vibração. As quatro sílabas da palavra representam o ternário, resumido na unidade. A terceira etapa do Ritual Egípcio Rosacruz (reservado aos membros do curso de Alta Magia do Lotus Negro) Gestos de LVX


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