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Conheça o Akhu a “Feitiçaria” do Antigo Egito – Parte 1



Akhu é um termo egípcio para descrever poderes mágicos. Também pode ser traduzido como “feitiçaria” ou “encantamento”, já que a palavra feitiçaria não existia para os egípcios antigos. Eles acreditavam que podiam obter o controle sobre o poder dos deuses, espirítos de pessoas falecidas, dêmonios, e forças da natureza.

A religião do Antigo Egito teve uma profunda e forte influência sobre as práticas de feitiçaria, de fato, ambas existiram lado a lado em uma coexistência pacífica. Ou seja não existia religião separada de magia para os egípcios.

Na verdade Religião e Magia não podem mesmo ser separadas uma da outra. Pode-se imaginar um ritual sem irradiação mágica? Não é verdade que as Religiões Abraâmicas como o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo, embora, por vezes, se defendam disso, exercem uma Magia sobre a alma humana, a fim de a submeter a realidades que nossos sentidos se revelam incapazes de registrar?


Um estudo detalhado da religião egípcia antiga, nos fornece toneladas e inúmeras informações importantes sobre as “proezas mágicas” que os sacerdotes egípcios realizavam com os poderes que estes adquiriam dos deuses; no qual empregavam em seus feitiços.

Havia sacerdotes menos exaltados que trabalhavam com questões mais mundanas, como encantos de boa sorte, controle de pragas ou poções de amor. Essa é uma parte inalienável da sociedade egípcia antiga.

Ay vestido como Sumo Sacerdote realizando a cerimônia da abertura da boca Tumba da KV 62, 18ª dinastia Fonte da imagem: Lionel Casson Ancient Egypt

Os Sacerdotes Egípcios não eram submissos a seus Deuses. Muito pelo contrário! Eles ameaçavam a própria divindade, se esta não ajudasse em seus feitiços.

"Não vou dar-lhe óleo, não vou te dar gordura. Nem acenderei tua lâmpada; Em verdade, eu te darei o corpo da vaca feminina e colocarei o sangue do touro macho em você e colocarei uma parte sua nos testículos (?) do inimigo de Horus"

O Papiro Mágico Demótipo de Leiden, Londres.

Os Sacerdotes se indentificavam em seus rituais com o própria dinvindade invocada. E se transformavam nela (assumindo a sua forma). "Eu sou Montu a quem os deuses adoram (...) (sacerdote egípcio afirmando ser o deus Montu)." - Deir el Medine 19ª dinastia, Ancient Egypt Magazine: Nove formas de magia Os escribas egípcios redigiram milhares de páginas, reunidas em códices que os egiptólogos classificam de “mágico-religiosas”. Neles encontramos fórmulas, encantamentos, recitações, enunciados mágicos, para uso cotidiano e para finalidades especiais.


Existiam amuletos para diversas finalidades:

para proteção espiritual, para atrair prosperidade e riqueza, para obter poder, para afastar influências negativas e a presença de espíritos ruins, para o amor. Os amuletos também eram feitos para os mortos, para capacita-los e protege-los no pós vida. Algumas múmias tinham dezenas de escaravelhos embalados em suas ataduras. Eles eram de grande utilidade para as pessoas.

Vinte amuletos do Terceiro Período Intermediário até o Período Tardio, cerca de 1069-332 aC

Um egípcio médio sempre acreditava o poder da magia para resolver muitos dos problemas mais comuns relacionados à saúde, amor, casamento, filhos, fantasmas e espíritos malignos. Já na primeira fase das grandes dinastias egípcias, a arte de praticar magia e feitiços era comum entre os cidadãos da realeza e os cidadãos comuns. Havia uma crença geral de que a terra possuía uma relação muito próxima com o mundo dos mortos e com um número incontável de seres que eram favoráveis e desfavoráveis para os homens.

Os antigos egípcios não faziam a separação - como é comum hoje - entre “magia branca e magia negra”. Os sacerdotes podiam escolher livremente entre curar ou ferir alguém. Existiam diversas fórmulas mágicas que podiam curar ou causar a morte de um inimigo e encantamentos para conquistas amorosas. Eles também faziam trabalhos de magia para aumentar a produção agrícola, curar doenças e outros males, obter sucesso, glória ou o amor de um homem ou mulher.

A magia era uma rotina diária com objetivo de proteção física e espiritual, muitos utilizaram a técnica da magia de forma destrutiva para controlar e atacar os inimigos. Quando realizavam este tipo de magia, era comum utilizarem nomes escritos em potes de barros, figuras, estatuas, e ícones metálicos. Que eram mais tarde queimados ou quebrados ou mesmo enterrados em cemitérios.


Outros instrumentos populares usados para feitiços eram cabelo, unhas, pós e fluidos corporais. Foram encontrados em escavações no egito também: bonecas de barro em forma humana, perfuradas com pregos de ferro. Bastante similares aos famosos “Bonecos de Voodoo”. As bonecas eram muitas vezes associadas as placas de maldição (Katadesmoi) no qual eram frequentemente inscrito o nome da vítima.

Exemplo de feitiços egípcios:

Para prejudicar um inimigo pela água e pela terra:

“Um crocodilo contra ele na água. Uma cobra contra ele em terra. Ele fará algo contra si mesmo. Em nenhum momento eu fiz nada contra ele. É Deus quem julgará.”

Inscrição no túmulo de Meni, 16ª Dinastia, em Gizé

"Kolossoi (Boneca mágica) ", do 4º Século, Egito"

Para conhecer coisas ocultas:

"........ Io, Tabao, Soukhamamon, Akhakhanbou, Sanauani, Ethie, Komto, Kethos, Basaethori, Thmila, Akhkhou, me dão resposta sobre tudo sobre o que eu pergunto aqui hoje". \Repete sete vezes

O Papiro Mágico Demótipo de Leiden, Londres.

Hoje em dia para obter acesso a materiais que falam sobre magia e feitiçaria egípcia, é só a pessoa ter interesse em procurar livros, textos e artigos a respeito, com certeza irá se deparar com uma lista infindável de conteúdo. A feitiçaria egípcia estava espalhada em tudo, escritas em inúmeros locais: Sarcófagos, Papiros, Estelas e nas Pirâmides.


Não é necessário procurar muito longe: o tão famoso “Livro dos Mortos do Antigo Egito”; que se encontra facilmente a venda; contém inúmeros encantamentos e feitiços poderosos, que eram praticados pelos antigos egípcios.

Esta página ilustra o capítulo 125 do Livro dos Mortos, chamado "O Pesar do Coração".

Por exemplo no capítulo IV do Livro dos Mortos está escrito:

“E eis que recolhi esse poder mágico (eka) em todo lugar onde se encontra, em todo homem no qual se encontra. É mais rápido que o galgo, mais veloz que a luz.”

Para os egípcios sem a magia, a sobrevivência da alma no pós-morte era impossível. As fórmulas apropriadas fornecem àquele que se apresenta perante as portas da morte a coragem e a ciência adequadas para franquear o obstáculo sem este ser aniquilado.

Feitiçaria Egípcia hoje

Apesar de a Feitiçaria Egípcia Antiga estar hoje em dia disponível a todos investigadores sérios é necessário ter cuidado. Por existir um grande interesse do público em geral, em tudo que tem relação com a cultura egípcia, livros é que não faltam a respeito. Muitos deles possuem “invencionices” e “traduções equivocadas” sobre o assunto.

Por isso, recomendo ter bastante cautela e realizar uma pesquisa prévia sobre o autor. Os mais confiáveis são os livros escritos por especialistas na área: egiptólogos, arqueólogos, pesquisadores e professores. Também é necessário estudos profundos de ocultismo para se colocar em práticas as fórmulas mágicas dos antigos egípcios. Por se tratar de uma época arcaica, tão recuada no tempo, torna-se necessário fazer as devidas adaptações a mentalidade ocidental. Também apesar de a religião mágica do antigo Egito estar hoje extinta a egrégora está bem viva no astral e mantêm seus guardiões invisíveis.

A egrégora de qualquer religião iniciática do passado acha-se carregada de enorme força psíquica, ainda que seus representantes e devotos tenham desaparecido do plano físico. Assim contatá-la seria o mesmo que tocar numa bateria elétrica. Exige-se conhecimento de causa e só mesmo um ocultista ou espiritualista, que tenha um certo grau de desenvolvimento, tem autoridade espiritual para capturar os contatos psíquicos destas “grandes organizações” do plano interior e trabalhar sob a influência delas.

No Templo de Auset-Ka, será transmitido ensinamentos relativos a religião mágica do antigo egito assim como os mistérios do sagrado feminino.


Esse texto faz parte do material do Templo de Auset-Ka filiada a Ordem do Lotus Negro, nenhuma parte dele pode ser copiada sem autorização prévia dos seus autores.

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