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O Culto Atlante ao Deus Oculto


(por Frater Ketheriel & Soror Asenat )


O Templo de Auset-Ka é uma sub-ordem da Ordem do Lotus Negro (O.L.N) que se dedica aos estudo e prática da Magia Egípcia Isíaca (ou Lunar ) assim como os Mistérios do Sagrado Feminino com base naquilo que chamamos Gnose Afro-Atlante. Neles a deusa egípcia Neith encarna o Arquétipo de Deusa Primordial.

Neith era chamada “a que abre os caminhos”. É a protetora dos deuses e guardiã das almas dos mortos, a quem ela acompanha rumo à morada definitiva.

Neith como a personificação das águas primordiais da criação, deu origem ao deus Amon, o Sol Oculto que projeta de si mesmo Rá, a Força Solar Criativa e a Luz (LVX) do Mundo. Assim Neith cumpre seu papel como “a Grande Mãe Negra” que carrega em seu ventre a faísca luminosa do Espírito (isto é, Amon). Aqui é importante lembrar que todos os deuses solares, com seu símbolo, o Sol Visível, são os criadores da natureza física, apenas. O mundo espiritual é obra do Deus Superior - o SOL Oculto, Central e Espiritual, Ele é o pai do “Segundo Deus”, o Demiurgo ou Artífice que também se chama Nous, a Sabedoria Divina de Hermes-Thot, ou razão (Logos).


Neith – A Serpente do Caos Aquático

A mística do Culto de Neith no Templo de Auset-Ka afirma que Amon é a semente masculina ou faísca luminosa (L.U.X) que fecunda o ventre de Neith a Serpente Primordial do Abismo Cósmico, permitindo que ela dê Luz a todas as coisas através de Rá, que é o responsável pela criação do mundo e representa o Sol. Neith muitas vezes foi descrita como a "Grande Vaca que deu à luz Rá".

Segundo Blavastsky (1831- 1891) em seu livro, A Doutrina Secreta – Vol. III, Antropogênese, “(...) como o primeiro dilúvio foi de origem cósmica refere-se a criação primordial ou a formação do céu e da terra, que tiveram origem no Caos, e o abismo aquático significa a Lua a mãe de cujo seio procedem todos os germes da vida. Ela é o receptáculo dos princípios masculinos do Sol ou Amon que a vivifica e fecunda. Neith é uma Deusa Andrógina ela é a outra metade do Deus Amon, o Oculto”

Neith é vinculada com o elemento Água, Amon é vinculado com o elemento Ar. O deus Amon é o espírito, que pairava sobre as águas de Neith conforme a Bíblia hebraica ensina:

“No princípio criou Deus o céu e a terra. A terra, porém, estava vazia e nua; e as trevas cobriam a face do abismo; e o espírito de Deus pairava sobre as águas...” Gênesis 1:2

As águas primordiais são o inconsciente profundo, já o espírito representa a plena luz da consciência, o mar sendo o símbolo da interação entre esses dois domínios, representando a luz (LUX) que surgiu das trevas (NOX).


Amon- O Sol Oculto, Central e Espiritual

A luz-incriada original estava contida em Amon, o Sol Oculto que os egípcios identificavam com a estrela Sírius, o Grande Sol Central da Via Láctea, o Sol por detrás do Sol de nosso sistema. Mas qual é a face verdadeira do Deus Oculto? O deus que se esconde atrás do Sol de nosso sistema? Para tentar responder a essa pergunta temos que contemplar os mistérios esotéricos de Amon, conforme a visão da Ordem do Lotus Negro.

Amon-Rá significa “sol escondido ou oculto”. Ele é o Sol Oculto, o Deus Oculto, invisível, relacionado a Sírius e representado pela fórmula alquímica de Salomão, ou Sol Amom (SOLOMON). Ele é o deus de chifres de carneiro o que nos faz lembrar o Baphomet dos Templários e a Lúcifer-Azazel, o bode expiatório do deserto.

Amon-Rá é Sol que não pode mais ser visto quando desaparece no Oeste, o Sol em Amenti, o Mundo inferior (submundo) dos egípcios. Na Religião Kemética do Egito Antigo, a Estrela Siriús, o Grande Sol Central da Via Láctea, era a morada dos deuses e teria relação com o Logos Galáctico, o verdadeiro Pai ou Deus de nosso Universo. Para entendemos melhor as origens do Culto de Amon, o Deus Oculto, precisamos analisar também o Culto de Neith conforme é ensinado no Templo de Auset-Ka. Este culto é muito mais arcaico que o culto ao Sol e na compreensão de seus iniciados aborda não só os Mistérios da Deusa como Mãe-Terra mas também como Deusa-Lua (Mistérios Lunares) assim como os, mais vastamente antigos, Mistérios Marítimos onde Neith, a Deusa do Abismo Aquático, surge como Mãe de Todos os Deuses.

Ele também foi realizado no continente perdido (Atlantis) onde o culto ao antigo deus marinho, e seu avatar o Touro aquático, remontava a uma antiga forma de adoração onde a Deusa Mãe era representada pelas águas do oceano de onde o Touro emergia trazendo as experiências de nascimento, vida e morte, tudo isso ligado ao Cosmo.

Neste culto as profundezas do oceano primal era o ventre escuro da Deusa, que refletia a imensidão do mar e do espaço negro, onde giram estrelas e galáxias.

Mistérios Marítimos de Atlantis

O culto atlante do mar conectava seus iniciados não apenas ao Logos Solar (o deus de nosso Universo) como além dele, ao Universo cósmico e extra-cósmico. Ao que tudo indica esse culto influenciou outras civilizações marítimas como a dos cretenses onde a Grande Deusa Mãe, Réa, reinou sozinha sem um consorte, como a Grande Mãe Oceano e presidia um grande panteão de divindades. Sem dúvida, ele é muito anterior aos os cultos solares-patriarcais das civilizações mesopotâmicas e egípcias. Entretanto, conforme o esoterismo do lótus negro ensina, ele também inclui o importante papel exercido pelo Deus como esposo e filho da Deusa.

Nos Mistérios Marítimos de Atlantis a Mãe Negra é o Abismo Aquático, o Útero Escuro de onde o Deus surge em sua forma zoomórfica como um Touro, um símbolo que representa o deus fertilizador da terra e que é associado simbolicamente ao Sol, devido a sua atividade e a Lua devido a sua fecundidade.

Acredita-se que o culto do Touro Aquático pertence a primeira fase da civilização atlante. Em sua segunda fase o Touro era uma animal lunar e em sua terceira e última fase o Touro passou a incluir também os Mistérios Solares. Em todos suas fases o Deus era adorado em sua forma primitiva como animal ou besta (therion) e como portador da Luz (LVX) original que deu origem a toda vida na Terra.


O culto do Touro Sagrado faz parte de rituais de fertilidade das religiões indo- mediterrâneas, devido à sua fecundidade infatigável e anárquica de Urano. O deus védico Indra também surge na forma de um Touro e os deuses que ele corresponde no Irã e no Oriente Próximo são, ainda, comparados aos carneiros e aos bodes.

Os antigos egípcios também consideravam o Touro como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal. Ele encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do touro Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos.

Na civilização cretense, o touro era o símbolo supremo. Ele era representado em murais e esculturas em diversos palácios, principalmente em Cnosos. O culto ao Touro deu origem a figura do Minotauro, ou “Touro de Minos”, uma criatura com corpo de homem, cabeça e cauda de touro.

Assim não só no antigo Egito onde o Touro Ápis encarnava ao mesmo tempo os deuses Osíris e Ptah, como também no Irã (Culto de Mitra) e entre os antigos cananeus onde o touro representeou o elevado Deus El, e finalmente nas distantes planícies da Ásia Central. Em todos esses lugares encontramos vestígios do Culto do Touro, um animal consagrado a Poseidon, deus dos oceanos e das tempestades e que nos faz lembrar os Mistérios Atlantes onde o Culto do Touro, ou Bode D’água, que fertiliza a Terra, estava ligado também ao da Deusa Mãe.

Neste ponto podemos notar que os Mistérios da Grande Mãe dizem respeito também aos primitivos mistérios do Deus. Entretanto para nós do Templo de Auset-Ka os Mistérios do Deus não se resumem apenas aos cultos patriarcais-fálicos de origem Solar pois estes são posteriores e dependentes dos Cultos Lunares e aos Cultos Marítimos da Deusa. Estes últimos possivelmente faziam parte de um conhecimento esotérico transmitido aos egípcios pré-dinásticos pelos sobreviventes da pura raça vermelha, isto é, dos atlantes.

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