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O que é Alta Magia Cerimonial ?



Alta Magia é um tipo de Magia Cerimonial cujo objetivo é relacionar psiquicamente o Adepto com os Planos Superiores e com as Inteligências que neles habitam. Para o mago no Universo existem vários planos ou esferas de vida e consciência. Existem Hierarquias Espirituais Superiores (Seres Angélicos, Guru-Devas, Nirmanakayas etc), assim como também Hierarquias Espirituais Inferiores. O mago se esforça em construir uma conexão psíquica (antakarana) com os Seres de Alta Hierarquia Espiritual, canalizando suas energias e forças, para depois exercer domínio e dirigir as Hierarquias Inferiores em proveito de seus objetivos.

Segundo os tradicionalistas a Alta Magia tem como objetivo principal, o despertar no homem de sua de Luz interior e posterior reintegração com a Divindade. Da mesma forma os antigos egípcios entendiam que o deus falcão Hórus (representado pelo disco solar alado) simboliza a consciência superior e sua capacidade de reintegração com Ra, a fonte da luz.

Os cerimoniais de Alta Magia


O objetivo final do magista (termo usado para ambos os sexos) é aprender os ensinamentos que lhe são ministrados por sua Ordem ou por sua Escola de Iniciação e cujo objetivo final é a expansão permanente da consciência. Atualmente o termo mago é usado para aqueles que passaram pelas operações mágico-ritualísticas, de forma prática, então denominados magistas. O mago já não precisa de ponto de referência, ele usa sua vontade para agir e dirigir no mundo da Lua Astral. O magista, ainda em processo iniciático de desenvolvimento, requer a ajuda e o treinamento de rituais mágicos com pontos de referências.

O magista visa sempre evoluir como ser humano a abraçar sua Luz interior, processo místico que apresenta uma variedade de nomes, entre os quais temos: atingir a Consciência Cósmica, obter o Conhecimento e Conversação com o Santo Anjo Guardião, despertar seu Ser Imortal, realização do Eu e muitos outros.

Os meios que o magista utiliza para isso são as Cerimônias, e os elementos destas consistem no Emprego de Talismãs, Espada, Triângulo, Pantáculo, Nomes de Poder, Invocações etc.

A realização maior de um magista acontece quando ele é capaz de trazer/encarnar esse Poder Divino em seu corpo e mente e, em seguida, manifestá-lo na Terra, no mundo dos homens. De fato a potência mágica só flui quando o magista, nem que seja por um breve momento, fica unido à Divindade (ou um aspecto da mesma) e enverga a capa da Onipotência.

Um poder assim conquistado deve ser usado para agir de forma abnegada e oculta sobre seus semelhantes, em nome dos interesses superiores da Coletividade Humana.

Sem dúvida o milagre que o mago realiza não é uma violação das leis da natureza, mas sim a familiaridade com suas leis ocultas, a sua realização.

A Luz Astral ou Alma do Mundo


Em sua atuação o magista busca sempre mobilizar a Luz Astral ou Anima Mundi (Alma do Mundo ou Alma do Universo). Na Alta Magia a Anima Mundi é vista como veículo de influências estelares e base das operações mágicas. Ela é o veículo de manifestação da Ideação Divina, pois fornece o substrato capaz de plasmar na matéria desordenada, caótica, os arquétipos criados pela Mente Cósmica, dando ordenação a um grau mínimo de luz inteligível. A antiga ideia de Alma do Universo foi substituída na Física Moderna pelo conceito de Campo Unificado Primordial. Saber atuar sobre esse mediador plástico é de enorme importância para o magista, porque é pela manipulação da Luz Astral que ele consegue provocar as mudanças da consciência (em si próprio ou nos outros) que o tornam capaz de precipitar efeitos no mundo físico.

Na Alta Magia a Anima Mundi é personificada como uma Deusa Mãe do Universo, seja ela Isis, Diana, Astarte ou mesmo Shekinah - a presença feminina e imanente de Deus no reino da manifestação.

Esse Mundo Secundário ou Astral é também chamado de Mundo Imaginal onde a Grande Deusa, apresenta-se multiforme criando figuras, imagens, sonhos que são reais em seu próprio nível. É nesse Mundo Imaginal ou lugar da inteligência imaginativa, que os deuses, anjos e demônios recebem forma e adquirem um corpo ou seja: assumem formas e materializações através da Luz Astral ou Alma do Mundo.

O fato do magista utilizar instrumentos físicos para mobilizar as forças da Luz Astral e provocar mudanças (internas e externas), torna-se compreensível pelo fato de que os materiais ritualísticos só atuam, só tem validade, se corresponderem ao estado íntimo adquirido. Assim, cada instrumento exterior (seja a vela, o bastão, a espada, o Tetragramaton, o Pentagrama e outros) é uma expressão exterior da força interior do mago, são meios de catalisação das entidades e forças espirituais convocadas durante o cerimonial.

Alquimia Interior

O praticante de Alta Magia procura a dissolução progressiva dos elementos inferiores de sua personalidade. Este processo é denominado “espiritualização da matéria”, que “constitui um outro aspecto da “ressurreição dos mortos”, ou seja, das forças inativas dentro do homem. Assim, procede sua libertação do jugo da matéria, jugo que limita as possibilidades espirituais do homem e lhe dificulta o conhecimento de si mesmo e do mundo que o rodeia. Em seguida, ou simultaneamente a isso, deve ocorrer a “materialização do espírito”, onde o magista se esforça para a encarnação do Eu superior e a realização da Vontade Divina na Terra.

Cumprindo satisfatoriamente estas duas etapas ele formula o velho axioma hermético Solve et coagula, que pode ser reconstituído como “Dissolver e coagular”, cumprindo assim a Grande Obra (Magnum Opus), que nada mais é do que a desintegração e reintegração da própria personalidade do estudante. Dessa forma, ele usa os cerimoniais e técnicas da Alta Magia para efetuar a dissolução e a reformulação.

De fato, os cerimoniais de Alta Magia pertencem mais a segunda parte do desenvolvimento ocultista, pois não é possível praticá-los sem conhecer a fundo as técnicas da visualização; ademais, é imprescindível ter capacidade para uma concentração demorada, uma mediunidade ou psiquismo controlado e, ainda, uma profunda compreensão intuitiva, que só pode ser conseguida mediante técnicas de meditação. Ser um mago ocultista não é comprar qualquer livro de Alta Magia e sair colocando em prática. Alta Magia requer um tempo de estudos e conhecimento acerca das forças sobrenaturais, não se deve abrir portas nos mundos invisíveis e não saber como fechá-las, muitas vezes uma imaginação descontrolada acarreta danos psíquicos e até mesmo físicos ao magista iniciante.

Teurgia ou Magia Divina

Em geral magistas cerimoniais trabalham com energia interna (Ki ou Chi) combinada com a energia de diversas entidades não-humanas (deuses, anjos, gênios etc) para realizar suas operações mágicas. O magista domina e ordena as entidades de diversas hierarquias e para tal tem que ter controle tanto interno como externo. Algumas vezes uma forma de energia espiritual mais geral (planetária, astrológica ou elemental) pode ser usada para criar servidores artificiais, consagrar talismãs e amuletos, lançar encantamentos etc. Outras vezes ele precisa pedir ajuda a um arcanjo ou mesmo evocar um daemon para fazer sua magia.

O aspecto mais elevado da Alta Magia é a Teurgia.

A Teurgia trabalha com parte mais alta da Árvore Sefirotal, onde o iniciado já opera livre dos rituais e se encontra conectado com os Elohim ou Deuses. Nesse nível acredita-se que o mago já ocupa o seu lugar de direito na criação, que é o de Senhor de Toda a Criação.

Os verdadeiros rituais teúrgicos envolvem também a comunicação com as hierarquias daemônicas e elementais que servem/atuam na corrente vibratória dos deuses ou, como modernamente denominamos, “essências divinas universais”, as divindades de Deus.

H. P. Blavatsky explica que a Teurgia “não é exatamente a presença de um Deus, mas uma verdadeira – conquanto temporária – encarnação, uma fusão, por assim dizer, da deidade pessoal, o Eu Superior, com o homem seu representante na Terra... Quando a encarnação é temporária durante aqueles mistérios transes ou êxtases, o qual Plotino definiu como a libertação da mente de sua consciência finita tornando-se una e identificada com o Infinito, tal sublime condição é deveras fugaz... Em casos excepcionais, contudo, o mistério torna-se completo. O indivíduo torna-se divino na plena acepção do termo, pois que seu Deus Oculto transformou-se em seu tabernáculo permanente por toda a vida – o Templo de Deus, como afirma Paulo”.

Origens da Alta Magia

Ao contrário do que muitos pensam a Magia Cerimonial Ocidental (ou Alta Magia), é muito mais antiga do que o cristianismo.

A origem da palavra Magia vem do grego Mageia, que se originou de um adjetivo (magoi ou magus) de origem Persa (atual Irã). Os magoi persas viveram muitos séculos antes de Cristo e eram considerados exímios taumaturgos “fazedores de milagres”. De fato a Alta Magia, no mundo antigo, tem suas raízes em quatro culturas primárias, o egípcio, hebraico, grego e persa.

Tal como é conhecida hoje a Alta Magia começou a assumir sua forma no Egito e na Pérsia, espalhando-se aos Gregos, praticada pelos bizantinos do Império Romano do Oriente a Alta Magia sobreviveu a Era das Trevas na Europa, seus métodos e técnicas foram afinal levados para a América e outras colónias europeias pelos imigrantes cristãos.

Hoje observamos um renascer da Alta Magia através do esforços de algumas ordens e fraternidades ocultistas - entre elas a Ordem do Lotus Negro - que buscam resgatar esse conhecimento, de forma mais próxima ao seu objetivo original.

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