• Admin

Rituais de Proteção e Banimentos Espirituais


* Excerto de uma apostila do Curso de Formação de Sacerdotes de Alta Magia do Lotus Negro


Os Rituais de Proteção e Banimentos Espirituais apresentados nesta apostila podem ser usados em qualquer ambiente construído pelo homem seja em uma empresa, escritório ou moradia. Também, e com a devida adaptação, podem ser utilizados pelo ocultista em pessoas ou clientes que necessitem de um ritual de proteção e limpeza energética. De fato estes rituais são eficazes nos casos de exorcismo simples, onde o objetivo é a limpeza espiritual da aura que envolve uma pessoa, objeto ou lugar de energias negativas. Entretanto, as fórmulas aqui descritas não são indicados nos exorcismos mais complexos, como nos casos de possessão demoníaca ou de espíritos trevosos que dominem um ambiente, energeticamente falando. Existem níveis diferentes de ataques espirituais e não podemos assegurar que as fórmulas de exorcismos aqui sugeridas cobrem todo o amplo aspecto dos rituais de exorcismo. Ainda que seja assim eu (Helio Monteiro) resolvi demonstrar alguns rituais de proteção e de banimentos que podem ser usados em situações que fogem à normalidade. Um ataque espiritual não é um acontecimento tão incomum para quem trabalha com magia e pode acontecer de forma totalmente inesperada, como por exemplo ao realizar um ritual de purificação energética em um ambiente ou pessoa.

Quando surge a presença de uma energia contrária e/ou antagônica o ocultista (terapeuta etc) pode ficar inseguro, sem saber o que fazer, principalmente se não recebeu o treinamento apropriado. Ele pode embargar a voz, errar em sua invocação ou oração, sentir-se temporariamente sufocado e confuso a ponto de perder a sequência de seu ritual. Na verdade um ataque espiritual verdadeiro apresenta sinais característicos e em alguns casos pode-se notar a queda de temperatura do ambiente, a presença de vultos e sons estranhos etc. Entretanto é justamente neste momento que o ocultista tem que tomar controle da situação e afastar imediatamente a energia intrusa, pelo menos até decidir o que fazer. Se for o caso de sentir-se incapacitado para resolver sozinho o problema deve procurar ajuda de um grupo ou um especialista. Por vezes o ataque espiritual pode tomar uma forma bastante sutil e atingir somente a esfera mental das pessoas envolvidas, sem a presença de nenhum efeito físico. Nossa experiência nos casos de exorcismos ritualísticos comprova que este tipo de ataque espiritual exige muita prudência do ocultista, pois é difícil de detectar em um primeiro momento. Ele pode tomar como um tipo de bloqueio energético ou resistência psicológica do paciente/cliente quando, na verdade, é uma força exterior a causa do problema. Enfim, são muitas as variáveis envolvidas nos casos de ataques espirituais, ou de ataques mágicos, mas este não é nosso foco agora.

Assim devo reafirmar que a maioria das orações de proteção e fórmulas de banimentos desta apostila são úteis nos casos de exorcismos simples e não atendem quadros mais avançados de possessão ou ataques espirituais.


(Sri Ganesha - o “removedor dos obstáculos”)

A Ordem do Lotus Negro (O.L.N) considera existir tipos diferentes de cerimônias de exorcismos que conforme seja de moradias ou de uma pessoa individual devem ser aplicados em casos distintos, são eles:

Cerimonial de Purificação

Cerimonial de Encaminhamento

Cerimonial de Apaziguação

Cerimonial de Execração

Cerimoniais de Purificação Energética- Esta classe de cerimônias de exorcismos é mais branda do que a Limpeza Espiritual, entretanto se bem aplicada é poderosa. Nas Cerimônias de Purificação podemos utilizar instrumentos de proteção, defumações, plantas adequadas ou outros artifícios. Ela é utilizada para afastar energias negativas (larvas, miasmas forças pensamentos etc) assim como para dissolução de “fantasmas residuais” que é um tipo de energia negativa derivada dos sentimentos, pensamentos e da energia impregnada das pessoas que ficaram muito tempo num imóvel ou ambiente (casas, quartos, escritórios etc.). Também podem ser recordações de acontecimentos traumáticos que ficaram registradas nas paredes, objetos, móveis dos ambientes e ficam reverberando na memória akáshica local. Essas emoções ou energias negativas de raiva, ódio, ciúme, medo, apegos etc foram geradas por moradores, recentes ou antigos, e ficam gravadas em certos locais na residência. Com efeito um fantasma residual ou “assombração residual” é como um disco velho de vitrola: repete sempre a mesma canção (vibrações) influenciando os novos residentes a terem os mesmos pensamentos e emoções. Assim é dito que as energias dos elementos neste local fica “contaminado” e torna-se necessário rituais de purificação.

Entretanto recomenda-se prudência em casos de lugares que comprovadamente estejam assombrados por espíritos, Nestes casos é exigido do ocultista conhecimentos mais avançados e específicos de exorcismo ritual.

Cerimonial de Encaminhamento - Muitas vezes para ajudar os espíritos errantes/perdidos a realizarem a passagem para a luz a Ordem do Lotus Negro realiza um Cerimonial de Encaminhamento da Alma para seu lugar de repouso no Astral. Este Cerimonial de Encaminhamento que tem a mesma função da Missa de Réquiem (Missa para os Mortos) da Igreja Católica. Por causa de um conhecimento inadequado em relação à morte, ou por medo de morrer, algumas almas resistem ao processo de partir desse plano, e tornam-se espíritos presos à Terra, perambulando entre esse mundo e o outro. Se ficarem presos às vizinhanças de onde habitavam, enquanto vivos, viram "assombrações", em casos como estes, pode tornar-se essencial a um ocultista realizar um ritual de exorcismo. De um modo geral as almas presas à Terra são pessoas que, após a morte, não conseguiram desligar-se dos seus corpos físicos e da vida que levavam. Eles permanecem envolvidos pelo magnetismo terrestre, presos ao nível da crosta planetária, e não conseguem se desprender do apego à existência que já se encerrou. Eles ficam sem condições de ascenderem à regiões mais etéreas, devido sua vibração e apego ao plano material, e permanecem em zonas astrais cuja a classificação podemos chamar de tenebrosas. Com isso, eles atrasam sua entrada nos planos mais sutis e permanecem em estado de perturbação e sofrimento.

Cerimonial para Apaziguação - O Cerimonial de Apaziquação é utilizado em casos onde verifica-se que as Entidades obsessoras (sejam humanas ou não-humanas) requerem uma série de oblações rituais na forma de oferendas.

Em geral estas oferendas são realizadas em nome das pessoas que requereram o exorcismo. No altar em geral são oferecidos flores, comida e bebida e outros itens naturais (incenso etc.), aos espíritos dos ancestrais, elementais negativos e aos espíritos famintos* (sekaki) que estejam presentes na cerimônia. O objetivo é demonstrar gratidão aos ancestrais e as pessoas falecidas da família, além de aplacar entidades potencialmente perigosas que podem estar pertubando ou atacando as pessoas. Em algumas ocasiões para apaziguar espíritos malignos, era necessário além da comida, ofertar objetos tais como pentes, espelhos ou realizar algo a seu favor, como mandar rezar uma missa ou outra ação qualquer.

Alimentar espíritos famintos é algo tido como auspicioso (benéfico, meritoso) em muitas culturas e religiões espalhadas pelo mundo, em especial o budismo e o shintoísmo, e tem como objetivo cuidar dos espíritos dos ancestrais e de pessoas falecidas da família. Era comum no Egito Antigo o oferecimento das oferendas para os deuses. Eles fizeram isso para ter certeza que havia continuidade da vida no post mortem. As oferendas populares eram comidas, estátuas de argila, e jóias. A prática de reverenciar os ancestrais, usada pelos chineses pré-revolucionários por muitos séculos, também é bastante comum.

Por vezes as duas classes de rituais acima descritos (encaminhamento e apaziguação) são feitos conjuntamente, mesmo assim cada um tem sua ação específica no conjunto de rituais de exorcismos.

Cerimonial de Execração – Esta classe de cerimonial de exorcismo é utilizado para o despacho/exorcismo de espíritos obsessores, elementais negativos e/ou fantasmas demoníacos. O Cerimonial de Execração só pode ser praticado para afastar (banir) a ação maléfica dos espíritos obsessores ou de planos inferiores intencionados em trazer destruição e/ou prejuízo moral e material aos moradores de um imóvel ou pessoa particular. Sabemos que as pessoas que vivem em um ambiente que esteja sob influência de entidades trevosas podem sofrer com desentendimentos, acidentes domésticos, agressões invisíveis, períodos constantes de azar ou má sorte, fechamento de caminhos, doenças prolongadas etc. em casos mais graves até mesmo mudanças de comportamento são observadas, alertando sobre uma possível possessão. Nestes casos um Cerimonial de Execração pode ser a solução, um tipo de remédio amargo para a cura de uma doença espiritual.


Na verdade um Cerimonial de Execração constitui-se de várias etapas onde a última denominada “execração” só é efetivada quando todos os recursos se mostrarem ineficientes. Não é algo agradável de se fazer e nem deve ser efetivado antes de tentar outros procedimentos menos traumáticos. No Egito antigo a execração era o 'assassinato' simbólico dos inimigos do Rá e do Faraó, tais como Apophis e seus seguidores, mostrado em uma imagem onde a deusa gata Bastet aparece cortando a serpente (Apophis). Os textos de execração mais antigos que se conhecem datam da época do Império Antigo. As inscrições eram feitas a tinta vermelha em um bloco de argila e continham os nomes dos povos, tribos, líderes políticos, assim como de localidades da Núbia, Líbia e Síria Palestina. Alguns destes textos nomeiam também egípcios, na sua maioria funcionários, que provavelmente estariam envolvidos em conspirações contra o país. Para execrar uma pessoa, uma organização, ou uma entidade não-física era necessário escrever seu nome, e como ela deveria morrer, no bloco de argila, e no auge do ritual destruí-lo. Todo e qualquer Cerimonial de Exorcismo parece basear-se em uma antiga crença que afirma tudo (seres humanos, animais, árvores, objetos etc) possui um duplo astral, até mesmo entidades desencarnadas. Os antigos egípcios entendiam que o homem possuía duas almas, Ba e Ka. A primeira alma (o Ba) é o princípio espiritual, capaz de atuar no corpo no plano material, embora lhe seja independente. É a verdadeira alma espiritual que existe eternamente para além da morte. A segunda alma (o Ka) era o elo com o corpo e durante toda a vida seguia a pessoa como uma sombra. Como um duplo da personalidade abstrata o Ka permanecia na tumba, habitando o corpo ou mesmo as estátuas do morto, mas que era independente daquele e podia se mover, comer e beber, por vontade própria. Entretanto até mesmo este Ka podia entrar em estado de decomposição e ser destruído. Era justamente para evitar a morte do Ka ( chamado de "segunda morte") que os egípcios antigos realizavam o embalsamento dos cadáveres e faziam oferendas de comida, sejam reais ou apenas gravadas nas paredes da tumba. As oferendas propiciavam energia ao Ka e o embalsamento preservava o corpo pois acreditavam que Ka permanece ligado ao mesmo por tempo indefinido após a morte.

#AltaMagia

173 visualizações

CNPJ: 27.312.788/0001-28

© 2015 by Ordem do Lotus Negro.