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A Tradição Primordial



Fundamentos Metafísicos da Ordem do Lótus Negro (parte 1)

A história da civilização humana tem sido guiada e influenciada por intervenções angélicas desde a Pré-História. Estes seres angélicos são os agentes civilizadores da raça humana e desde tempos remotos foram cultuados de diversas formas pelos nossos ancestrais. Todas as antigas civilizações mantiveram a sua maneira contato com as “divindades estelares”, cada uma a seu modo. Surgiram as primeiras histórias, mitos e lendas, que traziam em si um fundo da verdade não dita. Formas de culto e veneração foram sendo criados e para cada sinal do céu ou força dos elementos da natureza, estabeleceu-se um regente, um deus. Foram chamados pelos diferentes povos e culturas de Minerva, Afrodite, Ostara, Gaia, Mercúrio, Hórus, Anúbis, Ogum, Vênus, Thor, Oxalá, divindades que eram veneradas, respeitadas e temidas.

Estas seres angélicos estão presentes ainda hoje, nos tempos modernos. Eles ainda se manifestam a consciência humana mas não da forma que se apresentavam antes, porque nós como seres humanos, não pensamos da mesma forma que nossos antepassados. O mundo a qual vivemos hoje é totalmente diferente de séculos ou milênios atrás. As religiões e formas de cultos foram se modificando através dos tempos, mas estes seres continuaram nos acompanhando, descobrindo meios de se comunicarem conosco de várias maneiras, conforme a época e o grau de adiantamento espiritual e de entendimento de cada civilização.

Os Mistérios da Samotrácia.

Um certa classe destes seres angélicos (ou entidades superiores) acompanha a evolução de nosso planeta desde tempos imemoriais. No passado alguns deles encarnaram no seio dos diversos povos ou etnias e ficaram conhecidos pelos nomes de seus instrutores e heróis da cultura tais como Orfeu, Merlin, Sumé, Odin, Quetzalcóatl, Jesus e outros. Suas memórias ancestrais foram transmitidas para alguns deuses e heróis da família coletiva dos grupos grupos étnicos a qual pertenciam. Eles formam uma Hierarquia Oculta Dirigente que vela a evolução da Terra e de sua humanidade e parecem querer ajudar o homem a exercitarem sua evolução consciente, recuperando seu estado original de divindade. Os primeiros humanos que exercitaram esse Saber Divino ou Gnose, como uma Santa Revelação Mística, foram denominados iniciados. Entretanto, devemos admitir que aquelas Inteligências Celestiais não deixaram seus conhecimentos em livros impressos.

No apócrifo Livro de Enoch eles ficaram conhecidos como anjos caídos ou Nephelins (do hebraico “caído”), uma classe de Elohim ou entidades angélicas que desceram à matéria e assumirem corpos materiais na tentativa de acelerar a evolução da primitiva raça humana. Eles tinham a missão de ajudar no processo evolutivo de uma nova espécie de homens que ainda iria surgir. Já na Bíblia ficaram conhecidos como Urshu ou Sentinelas. Sob a sua influência as cidades ciclópicas foram construídas. Foram eles que transmitiram a humanidade sua Sabedoria Divina, que no plano terreno formou as bases da Tradição Primordial (TP). A TP nada mais é que o mais elevado grau que pode alcançar a inteligência humana em direção à compreensão das leis e princípios universais que, por sua própria natureza, é de origem divina ou angelical.

A Tradição Primordial é a expressão primeira da Sabedoria Divina, Eterna e Imutável, é a Sabedoria Divina tornada acessível à compreensão humana na forma de representações teatrais em cuja trama assinalava toda a Santa Gnosis Revelada. A essas representações, que eram representações simbólicas de lendas divinas, deu-se o nome de Mistérios. Foram célebres, na história, os Mistérios Egípcios de Osiris, os de Mistérios Gregos de Eleusis, os de Éfeso e um dos mais antigos que temos notícia: os Mistérios Kabíricos da Samotrácia.

Segundo a história mítica divulgada na Doutrina Secreta nestes mistérios se divulgava a origem e evolução da humanidade e os poderes (Kabiros) que governam o mundo. Todos os reis gregos, desde a época cretense – senão mesmo antes – até ao período helenístico, tinham que ser iniciados nestes mistérios de poder, em Samotrácia.

Samotrácia foi colonizada pelos fenícios, e antes deles pelos misteriosos Pelasgos que vinham do Oriente; se recordamos também a identidade dos Deuses de ‘Mistério’ dos fenícios, caldeus e israelitas, será fácil descobrir de onde provém a descrição confusa do Dilúvio de Noé.

Os Kabiros eram divindades muito misteriosas entre as nações antigas, incluindo os israelitas; alguns dos quais, como Terá, o pai de Abraão, os adotaram com o nome de Therafim. Entre os cristãos, os Arcanjos é a transformação direta destes Kabiros ou Cabires. Pouco se sabe sobre os rituais kabíricos, que eram envoltos em profundo segredo. Os Kabiros originalmente eram em número de sete “os Sete Espíritos diante do trono de Saturno”. Vale lembrar que os Kabiros tinham o nome genérico de “Fogos Santos” e como divindades de mistérios não podiam ser invocados impunemente, a não ser por iniciados.

O Culto aos Kabiros, os «Santos Fogos» mantêm uma relação com o Trabalho com o sistema de Alta Magia conforme é trabalhada no círculo interno da Ordem do Lótus Negro. Nestes mistérios antediluvianos encontramos as chaves para o trabalho com os Espíritos Planetários ou Dhyan-Choans (divindades regentes, específicas de um planeta, que alcançaram certo grau evolutivo) e uma infinidade de entidades e energias que revelaram aos antigos iniciados os processos de evocá-las, atraí-las e delas receberem auxílio.

Os Espíritos Planetários são os mesmos Elohim (deus/deusa) ou Arcanjos da Bíblia, as Divindades secundárias que surgem, ao impulso da manifestação, como experiências passadas ou de outros "Dias de Brahma". A tradição hindu os chamam de "Prajapatis", os construtores da Obra Universal, e afirma que Eles deixaram para o Homem, como patrimônio, todos conhecimentos que possuíam. Eles foram os primeiros Arquitetos do Universo, dos sistemas planetários, do planeta, dos povos, das religiões etc. Eles formam, coletivamente, o MENTAL DIVINO a IDEAÇÃO CÓSMICA que vai modelar um novo Universo segundo as experiências anteriores.

São os Espíritos Planetários que acabaram por se tornar "deuses e deusas" de nossos ancestrais. De fato, estes Anjos ou Espíritos Planetários tem correspondência com os deuses e deusas das antigas religiões "pagãs" e, examinando estas relações, logo percebemos que não estamos tratando de várias religiões, mas com os símbolos de uma só, tão velha quanto a humanidade decaída. esta religião foi dada à humanidade por "deuses" e "anjos" há milhares (ou mesmo milhões ) de anos, e a ciência que velamos sob o nome de "Ocultismo" é o que sobreviveu daquele ensinamento universal de origem divina. Fim da primeira parte.

#altamagia

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